Elas = As Crianças!!
Engraçado que nessa convivência diária com as crianças (filhos, sobrinhos, amiguinhos, priminhos e afins), hora a gente ensina e hora a gente aprende... e como!!!!
Eu acho simplesmente INCRÍVEL o diálogo travado entre duas crianças, amoo ver a forma como elas interagem, raciocinam... Me surpreendo a cada dia com a forma desenvolta de Lara... eu nunca a estimulei a ser aquela criança que "se esconde" atrás da mãe, que não sabe resolver seus próprios conflitos, pensar por si própria. Daí o resultado: uma criança absolutamente questionadora e LÍNGUA AFIADAAAA!! Está se voltando contra mim...kkkkk!!
Conversando com amigas outro dia eu estava justamente questionando nossas reações sobre tudo quanto é dito pelas crianças... noto que realmente temos que nos despir de nossos preconceitos e emoções para entender a forma pura com que as crianças falam as coisas. E não é tarefa fácil não....rsrsrs!
Um exemplo. Estávamos eu e uma amiga no carro com nossas filhas, da mesma idade. Daí, Lara vira para a amiguinha e fala: "- Vamos dar um beijo de língua?". Reação imediata: Duas mães quase infartando (especialmente eu, que era a mãe da aliciadora...kkkk) e gritos e nãos e etc. Logo em seguida, Deus me deu a sabedoria de perguntar: "- E como é esse beijo de língua, Lara??". E ela disse: - É assim (e lambeu minha bochecha). kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!! Uma mãe com a cara mexendo em 3, 2, 1..... rsrsrs! Mãe viaja, né??? kkkkkk!! Preconceito puuuuro, lógico, imediatamente fizemos outras associações ... e olhe que minha filha nem sequer assiste novela para ter esse tipo de vocabulário....rsrsrsrs!
A espontaneidade e a sinceridade também são coisas lindas!!! Pena que com o tempo a criança passar a ser um ser social e com pudores. Lembro de uma reportagem do Fantástico em que eles ofereciam um "presente" a duas crianças, uma pequena (não lembro a idade) e a outra maiorzinha. Quando elas abriam o presente, era um cacto. O menor, abriu o maior berreiro, disse que aquilo não era presente, que não queria não... e a maior, abriu, você via pela expressão que ela ficou negativamente surpreendida, mas falou: "- Obrigada. Que lindo. Eu adorei." Toooooda sem gracinha, tadinha...rsrsrs!
Estávamos eu, marido, Lara e uma amiguinha (Luiza) no carro, voltando de um aniversário. As duas tagarelas, conversa vai, conversa vem, Lara começa a falar da avó (minha mãe) para Luiza. Diz, dentre outras coisas, que a avó está no céu... daí, vira pra mim e pergunta: "- Você está sentindo falta dela, mãe?". E eu respondo ,bem sinceramente:" - Estou". E ela diz: "- Eu também estou".
Eu, a essa altura, eu já extremamente emocionada, com lágrimas silenciosas rolando ( até por perceber que, apesar de Lara não falar sobre isso no dia a dia, sente a falta da vovó), até que Luíza vira e fala: "- Eu não estou, porque ela não era minha avó." (...) Momento de silêncio e.... kkkkkkkkkkkkkkkkk!! Eu e marido rimos sem parar... Bem naturalmente e bem simplesmente!! Tem como não rir???
E que venham novos diálogos... e que estejamos preparadas para eles!!!!
E que venham novos diálogos... e que estejamos preparadas para eles!!!!



